Sob a la lâmpada de quartzo Bajo la lámpara de cuarzo
Jorge Lucio de Campos (Poeta brasileño) a Dieter Asmus
1
eis que nada põe a plaina das horas
revôo que evola dardos ao sol 2
que ironia a milhagem em porções detalhadas
de fótons macios e letras de esponja 3
apenas córtex manhãs molhadas
que as tenda ou aponte entalado 4
ou pense o quanto dói
não ser coisa alguma 5
não basta ser zéfiro num céu exato
de um lado ao outro retinir-se 6
a um passo assim contar silêncios
que a tudo cifram 7
pior que seja ou ainda quanto
me sinta eterno de espaldar-
bordado 8
ora à noite qual o ocaso?
dito um dia que se trunca 9
por que rajadas no primeiro corte?
o barulho desse mau terror? 10
seria bom se não comesse
antes
o que fui depois 11
primeiro a fresta do que voa
nos umbrais da nuca 12
sem saber se diz a nova
que se espalha 13
utra vez me enlaç
e mex em tud 14
alvura em que não toco um
grito de bem poucos 15
langor que arrisco e um pouco louvo
rubor branco em que me enrosco 16
a menos que eu hesite
nesse quarto sempre vasto 17
: o que fazer com um talho
assim tão long dos joelhos? 18
tudo é falso e repetível: a
blindagem das patinhas nalg
um ponto d prepúcio 19
nem agora ne m depois d
e tanto temp 20
será esse ó cadela
o nada palatável?
DATOS BIO-BLIOGRÁFICOS DE JORGE LUCIO CAMPOS:
Nascido no Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1958, formou-se em Filosofia, em 1981, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde ainda cursou (de 1982 a 1996) o Mestrado (Estética) em Filosofia, o Doutorado e um Pós-Doutorado (História dos Sistemas de Pensamento) em Comunicação e Cultura. É Professor de Teoria e Crítica da Comunicação e da Cultura, de Estética e de Teoria da Arte Contemporânea na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e consultor ad hoc (assessor técnico-científico) da FAPERJ. Como ensaísta, publicou, além dos verbetes relativos à arte brasileira do Dicionário Oxford de Arte, de Ian Chilvers, Harold Osborne e Dennis Farr (Martins Fontes, 1996), os livros Do Simbólico ao Virtual: A Representação do Espaço em Panofsky e Francastel (Perspectiva/EdUERJ, 1990) e A Vertigem da Maneira: Pintura e Vanguarda nos Anos 80 (Diadorim/EdUERJ, 1994), relançado como A Vertigem da Maneira: Pintura e Pós-vanguarda na Década de 80 (Revan, 2002). Como poeta, publicou as coletâneas Arcangelo (EdUERJ, 1991), Speculum (EdUERJ, 1993), Belveder (Diadorim/UNESA, 1994), A Dor da Linguagem (Sette Letras, 1996), À Maneira Negra (Sette Letras, 1997) e tem, inéditas, Lição de Alvura, Ausência de Lis, Abraçar Ordenhar Aleitar, Devoração e Palimpsestos. ________________________________
© Jorge Lucio de Campos
LA CASA DE ASTERIÓN ISSN: 0124 - 9282
Revista Trimestral de Estudios Literarios Volumen III - Número 12 Enero-Febrero-Marzo de 2003
SUPLEMENTO LITERARIO CARIBANÍA ISSN: 0124 - 9290
DEPARTAMENTO DE IDIOMAS FACULTAD DE CIENCIAS HUMANAS - FACULTAD DE EDUCACIÓN UNIVERSIDAD DEL ATLÁNTICO Barranquilla - Colombia
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